domingo, 23 de agosto de 2015

Membrana Plasmática

CONCEITO

A membrana plasmática separa o meio intracelular do meio extracelular, possui permeabilidade seletiva e é constituída de uma bicamada de fosfolipídios.  Os lipídeos são os mais abundantes, porém é indiscutível a importância das proteínas e dos carboidratos na sua constituição e função. O modelo atual e mais aceito é o mosaico fluido. A membrana plasmática é uma estrutura fluida onde encontramos várias proteínas "mergulhadas" em sua bicamada de fosfolipídeos. 
Membrana plasmática (Foto: Wikimedia commons)Membrana plasmática (Foto: Wikimedia commons)
A maior parte das funções da membrana plasmática está relacionada às suas proteínas. Encontramos principalmente duas formas de proteínas na membrana plasmática: proteínas integrais e as periféricas. As proteínas integrais são as transmembranares, ou seja, atravessam a bicamada de fosfolipídeos. Algumas dessas proteínas apresentam canais que permitem a passagem de substâncias hidrofílicas. As proteínas periféricas estão na superfície interna ou externa da membrana, não estão mergulhadas na bicamada. As proteínas membranares possuem funções importantíssimas para as células como: 
Transporte de substâncias
a) Transporte passivo (difusão simples, facilitada e osmose): algumas substâncias podem atravessar a membrana plasmática de forma espontânea, sem gasto de energia;
b) Transporte passivo: a célula pode bombear algumas substâncias para dentro ou para fora de forma ativa, gastando energia. 
Atividades enzimáticasa) Catalisadores biológicos: aumentam a velocidade das reações químicas;
b) Via metabólica: as proteínas inseridas na membrana plasmática podem desempenhar funções em uma via metabólica, como é o caso da insulina. 
Reconhecimento celular - as células se reconhecem e passam a interagir através de estruturas presentes na membrana plasmática como o glicocálix, que são estruturas glicoproteicas. 
Ligação intercelular - as células adjacentes podem se manter unidas graças à presença de estruturas proteicas como os desmossomos e junções do tipo GAP.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(Enem) Para explicar a absorção de nutrientes, bem como a função das microvilosidades das membranas das células que revestem as paredes internas do intestino delgado, um estudante realizou o seguinte experimento: 
Colocou 200 mℓ de água em dois recipientes. No primeiro recipiente, mergulhou, por 5 segundos, um pedaço de papel liso, como na FIGURA 1; no segundo recipiente, fez o mesmo com um pedaço de papel com dobras simulando as microvilosidades, conforme FIGURA 2. Os dados obtidos foram: a quantidade de água absorvida pelo papel liso foi de 8 mℓ, enquanto pelo papel dobrado foi de 12 mℓ.
Questão do Enem - biologia (Foto: Enem)Questão do Enem - biologia (Foto: Enem)
Com base nos dados obtidos, infere-se que a função das microvilosidades intestinais com relação à absorção de nutrientes pelas células das paredes internas do intestino é a de: 
a) manter o volume de absorção.  
b) aumentar a superfície de absorção.  
c) diminuir a velocidade de absorção.  
d) aumentar o tempo de absorção.  
e) manter a seletividade na absorção.
Gabarito: As microvilosidades aumentam a superfície de contato da célula com o ambiente, aumentando assim, a absorção e a secreção de substâncias. No caso da questão, aumentam a absorção dos nutrientes resultantes da digestão dos alimentos pelas paredes intestinais. Letra B.
(Unicamp) Hemácias de um animal foram colocadas em meio de cultura em vários frascos com diferentes concentrações das substâncias A e B, marcadas com isótopo de hidrogênio. Dessa forma os pesquisadores puderam acompanhar a entrada dessas substâncias nas hemácias, como mostra o gráfico apresentado a seguir.
Questão de biologia da Unicamp (Foto: Unicamp)Questão de biologia da Unicamp (Foto: Unicamp)
Assinale a alternativa correta. 
a) A substância difunde-se livremente através da membrana; já a substância Bentra na célula por um transportador que, ao se saturar, mantém constante a velocidade de transporte através da membrana.  
b) As substâncias atravessam a membrana da mesma forma, porém a substância deixa de entrar na célula a partir da concentração de 2mg/mL.  
c) A quantidade da substância que entra na célula é diretamente proporcional a sua concentração no meio extracelular, e a de B, inversamente proporcional.  
d) As duas substâncias penetram na célula livremente, por um mecanismo de difusão facilitada, porém a entrada da substância ocorre por transporte ativo, como indica sua representação linear no gráfico.
Gabarito: Na curva tracejada observamos que a substância A atravessa a membrana plasmática por difusão simples, pois quanto maior é a concentração da substância, maior será a velocidade do transporte. Já na curva contínua mostra que a substânciaB entra na célula com a ajuda de transportadores (proteínas). A saturação dessas proteínas, após certo tempo, torna a velocidade de transporte da substância Bconstante, ou seja, é necessário aguardar o desacoplamento de uma proteína para que ela transporte uma nova substância. Letra A.

Fotossíntese

CONCEITO

A conversão da energia solar em energia química é um processo físico-químico realizado por seres autótrofos e clorofilados, denominado fotossíntese. A organela responsável por esse processo são os cloroplastos, que são constituídos de pigmentos fotossintéticos, representado principalmente pela clorofila (há também pigmentos acessórios como carotenoides e ficobilinas), que ficam imersos na membrana dos tilacóides, formando o complexo-antena, responsáveis por captar a energia luminosa.
Esquema geral da fotossíntese (Foto: Colégio Qi)Esquema geral da fotossíntese (Foto: Colégio Qi)
Na presença de luz e clorofila, o gás carbônico e a água são convertidos em glicose, havendo liberação de oxigênio. O oxigênio, na atmosfera, proveniente da quebra da água, é de extrema importância para a manutenção da sobrevivência dos seres vivos aeróbios no planeta. Durante a respiração, a planta consome oxigênio e libera gás carbônico no ambiente. Entretanto, em condições normais, a taxa de fotossíntese é maior que a respiração, podendo equivaler-se, denominado ponto de compensação fótico, onde a velocidade de fotossíntese e respiração é igual.  A fotossíntese ocorre em duas etapas: a fase fotoquímica ou fase clara e a fase química ou fase escura.
Fotossíntese - metabolismo energético (Foto: Colégio Qi)Fotossíntese - metabolismo energético (Foto: Colégio Qi)
Esquema da fotossíntese que ocorrem nos cloroplastos. (A) FASE CLARA: 1- O fotossistema II usa a luz para oxidar moléculas de água, produzindo elétrons, H^+^+ e O_2_2.; 2- A molécula de clorofila no fotossistema II absorve o máximo de luz a 680nm, tornando-se clorofila de alta energia; 3- A energia do fluxo de elétrons da cadeia transportadora de elétrons é captada para a síntese de ATP; 4- A molécula de clorofila no fotossistema I absorve o máximo de luz a 700nm, tornando-se clorofila de alta energia; 5,6- O fotossistema reduz um agente oxidante (ferredoxina) que, por sua vez, reduz NADP^+^+ a NADPH + H^+^+7- A energia do fluxo de elétrons na cadeia redox é captada para a síntese de ATP; 8- No final da cadeia redox, o último transportador de elétrons reduzido transfere elétrons para a clorofila, permitindo que as reações iniciem novamente. (B) FASE ESCURA: 1- O CO_2_2 combina-se com seu aceptor, a enzima RuBisCO, transformando a ribose 1,5 bifosfato em 2,3 fosfoglicerato; 2- O 2,3 fosfoglicerato é reduzido a gliceraldeído 3-fosfato numa reação de duas etapas, exigindo ATP e NADPH + H^+^+3- Uma parte do gliceraldeído 3-fosfato é usado para formar os açúcares (a saída do ciclo) e a outra parte, é processada em reações para regenerar a enzima RuBisCO. (PQ- Plastoquinona, Cyt- Citocromo, PC- Plastocianina, Fd- Ferrodoxina).

FASES DA FOTOSSÍNTESE

Fase fotoquímica ou fase clara (Figura A e B)
Essa etapa ocorre nos tilacóides dos cloroplastos e há necessidade de energia luminosa, que são absorvidas pelos pigmentos da antena. Ao absorver um fóton, a clorofila passa de um estado básico (energia mais baixa) para um estado excitado (energia mais alta) que atua como um agente redutor de outras moléculas, estabelecendo um fluxo de elétrons, passando por transportadores, como ocorre nas mitocôndrias. 
Os pigmentos da antena formam complexos com proteínas, denominados fotossistemas I e II. O fotossistema I absorve fótons emitindo elétrons de P680, reduzindo NADP em NADPH^+^+ H^+^+ e fosforilando ADP em ATP. O fotossistema II absorve fótons emitindo elétrons de P680, oxidando a água (fotólise) e produzindo elétrons, prótons (H^+^+) e O_2_2. Dessa forma, a partir da energia do sol, formam-se ATP e NADH. 
Na fase clara, encontram-se dois sistemas de fluxo de elétrons, o fluxo não cíclico e cíclico.
FLUXO NÃO CÍCLICOFLUXO CÍCLICO
Utiliza o fotossistema I e IIUtiliza o fotossistema I
Produz NADPH + H+, O2 e ATPProduz NADPH + H+ e ATP
Fase química ou fase escura (Figura B)
Essa etapa ocorre no estroma dos cloroplastos e não há necessidade direta da luz. É dependente de substâncias produzidas na etapa fotoquímica, o ATP e o NADPH, que são utilizados na redução dos átomos de carbono do CO_2_2, incorporando-os em moléculas orgânicas, os carboidratos, onde o ATP fornece a energia, o NADPH os hidrogênios e o CO_2_2, o carbono e oxigênio. Os átomos de carbono são incorporados em uma sequencia cíclica de reações, denominado ciclo das pentoses ou ciclo de Calvin.
O ciclo de Calvin é dividido em três etapas:
1) Carboxilação – é a etapa inicial do ciclo, onde o CO_2_2 reage com a ribulose bisfosfato, de 5 carbonos, com a participação da enzima ribulose-1,5-bisfosfato carboxilase (RuBisCO) e, em seguida, essa molécula é clivada, formando o ácido fosfoglicérico (2,3 fosfoglicerato) de 3 carbonos;
2) Redução - reduz o ácido fosfoglicérico em uma triose fosfato, o gliceraldeído 3-fosfato, com gasto de ATP e NADPH;
3) Regeneração - consiste em regenerar a RuBisCO. Para isso, 5 moléculas de 3 carbonos (trioses fosfato, como o gliceraldeído 3-fosfato) são rearranjadas para formar 3 moléculas de 5 carbonos (pentoses fosfato), liberando 2 moléculas de 3 carbonos para formação de açúcares como a glicose de 6 carbonos. A pentose é convertida na RuBisCo com a participação do ATP. A triose fosfato também pode ser convertida em amido e, depois na RuBisCO.

PLANTAS C3, C4 E MAC

A enzima rubisco pode fixar tanto oxigênio (oxigenase) como gás carbônico (carboxilase). O nível de oxigênio numa folha torna-se alto em dias quentes e secos. Para evitar a perda de água, os estômatos fecham-se, o que impede a entrada e saída de gases, como o CO_2_2tendo como consequência o aumento da concentração de oxigênio e diminui a de gás carbônico. A fotorrespiração ocorre quando a rubisco fixa o O_2_2 em vez de CO_2_2, reduzindo a taxa global de fixação do CO_2_2 e o crescimento vegetal. Nesse processo o CO_2_2é liberado em vez de ser fixado em carboidrato. Certas plantas evoluíram para evitar a perda de fixação de CO_2_2decorrente da fotorrespiração, como as plantas denominadas C3, C4 e MAC.
PLANTAS C3PLANTAS C4PLANTAS MAC
Plantas de zonas tropicais úmidas como, rosa, trigo, arroz, etc. Cloroplastos com abundante RuBisCO.Plantas expostas a excessiva luz solar, como a cana-de-açúcar, milho e outras gramíneas tropicais. Cloroplastos localizados numa camada celular no interior da folha.Plantas de ambientes desérticos ou secos. São suculentas pois armazenam água, mantendo seus estômatos fechados durante o período luminoso, como cactos, ananás e outras angiospermas. 
Fixação do CO2,originando uma molécula com 3 carbonos, por isso a denominação C3, o ácido 3-fosfoglicérico.Fixam o CO2 originando uma molécula com 4 carbonos, por isso a denominação C4, o ácido oxalacético, que é reduzido ao ácido málico e aspárticoÀ noite, os estômatos abrem e o CO2 é fixado originando o ácido oxalacético, que é reduzido ao ácido málico. De dia, o ácido málico é transferido para os cloroplastos, onde a descarboxilação fornece o CO2 para o ciclo de Calvin.

EXERCÍCIO

(Enem/2009) A fotossíntese é importante para a vida na Terra. Nos cloroplastos dos organismos fotossintetizantes, a energia solar é convertida em energia química que, juntamente com água e gás carbônico (CO_2_2), é utilizada para a síntense de compostos orgânicos (carboidratos). A fotossíntese é o único processo de importância biológica capaz de realizar essa conversão. Todos os organismos, incluindo os produtores, aproveitam a energia armazenada nos carboidratos para impulsionar os processos celulares, liberando CO_2_2 para a atmosfera e água para a célula por meio da respiração celular. Além disso, grande fração dos recursos energéticos do planeta, produzidos tanto no presente (biomassa) como em tempos remotos (combustível fóssil), é resultante da atividade fotossintética. As informações sobre obtenção e transformação dos recursos naturais por meio dos processos vitais de fotossíntese e respiração, descritas no texto, permitem concluir que:

a)o CO_2_2 e a água são moléculas de alto teor energético.
b)os carboidratos convertem energia solar em energia química.
c)a vida na Terra depende, em última análise, da energia proveniente do Sol.
d)o processo respiratório é responsável pela retirada de carbono da atmosfera.
e)a produção de biomassa e de combustível fóssil, por si, é responsável pelo aumento de CO_2_2 atmosférico. 
Gabarito: A energia luminosa é utilizada pelas plantas e por outros organismos fotossintetizantes na síntese de matéria orgânica, que sustenta a vida na Terra. Letra C.

Divisão celular

MITOSE

As células nas quais os cromossomos se encontram aos pares no núcleo celular são ditas somáticas e tem a sua ploidia representada por ‘2n cromossomos’. Já aquelas com metade do conjunto diploide original da espécie, são ditas haploides, cuja ploidia é representada por ‘n cromossomos’.  
Na espécie humana, por exemplo, células ditas somáticas como as da pele, de um músculo ou de um hepatócito possuem ploidia 2n = 46, XY nos indivíduos do sexo masculino (sexo heterogamético) e 2n = 46, XX naqueles do sexo feminino (sexo homogamético). Por outro lado, células germinativas são aquelas que originam os gametas e serão n = 23, X ou n = 23, Y, no caso masculino, e n = 23, X nas fêmeas. 
Assim, podemos observar que os gametas são resultado da divisão reducional cromossômica de células somáticas, que após fecundação, culmina na formação do zigoto. Este cresce e origina o embrião, cujo desenvolvimento se dá por multiplicação celular. Desta forma, o crescimento e a reprodução dos seres vivos, por exemplo, dependem de dois tipos de divisão celular distintos, que culminam em fenômenos diferentes: a mitose e a meiose. 
Antes das divisões acontecerem, uma fase de preparação se faz necessária, a interfase. Esta fase é o período do ciclo celular, onde a célula aumenta o seu volume e duplica os seus cromossomos. É erroneamente considerado como o "descanso" da célula e divide-se em três fases: G1G1(fase de crescimento e síntese de RNA e proteínas), S (fase em que o DNA é replicado) e G2G2(continuação da síntese de proteínas de polimerização microtubular). A fase G0G0 é um período em que a célula mantém a sua taxa metabólica, mas não cresce em tamanho, a não ser que receba sinais extracelulares. É o repouso absoluto. A p53 é uma proteína responsável por controlar o ciclo celular. Quando presente bloqueia o processo na passagem de G1G1para S. 
Após a interfase, a célula está pronta para dar início ao processo de divisão celular. Nas células jovens, que se divide com maior frequência, a interfase é mais curta, enquanto nas adultas, diferenciadas e com menor capacidade de divisão, ela é mais longa. 
Quantidade de DNA por célula (Foto: Colégio Qi)Quantidade de DNA por célula (Foto: Colégio Qi)
Durante a mitose, o número de cromossomos da espécie é preservado, onde uma célula 2n, por exemplo, duplica seus cromossomos antes de se dividir, e forma duas células com 2n cromossomos novamente, idênticas entre si. Uma cópia de cada cromossomo fica em cada uma das células filha. Trata-se de um único evento de divisão que produz, simplificadamente, células clones, caso não haja uma mutação ou erro qualquer durante o evento. Observe o gráfico ao lado que representa as etapas da divisão mitótica (C = Quantidade de DNA por célula).  

MEIOSE

Meiose, divisão dos cromossomos (Foto: Colégio Qi)Meiose, divisão dos cromossomos (Foto: Colégio Qi)
Na meiose, processo formador de gametas nos animais e esporos nos vegetais e algas, o número de cromossomos é reduzido à metade (passa de 2n a n, por exemplo), através de um mecanismo de divisão mais complexo que envolve dois eventos de divisão, um reducional e outro equacional. Durante a formação do zigoto, os gametas se unem (n + n = 2n, aonde cada conjunto haploide veio de um dos progenitores). O gráfico ao lado representa o decorrer das duas divisões meióticas (Meiose I = M I e Meiose II – M II). 
Caso ocorra um erro na divisão meiótica humana, os gametas podem apresentar números de cromossomos a mais ou a menos, resultando em alterações cromossômicas. Abaixo um quadro comparativo entre mitose e meiose. 
Meiose e mitose (Foto:  Netxplica.com)Meiose e mitose (Foto: Netxplica.com)
As células cancerosas dividem-se indefinidamente. Elas podem penetrar nos tecidos normais, formando tumores ou neoplasmas malignos. Os tumores benignos geralmente crescem devagar e separados dos tecidos que o rodeiam, podendo ser removidos por cirurgia com relativa facilidade (ex.: câncer de pele). Pode ainda acontecer de elas migrarem para outras partes do corpo, através do sangue ou da linfa, caracterizando o quadro de metástase, interferindo no funcionamento normal do órgão invadido.
O tratamento do câncer se dá, principalmente, pelo uso de substâncias quimioterápicas com ação antimitótica. Porém, além de afetar as células cancerosas também atacam as células normais, impedindo a sua divisão. Dentre as principais substâncias antimitóticas encontramos a vimblastina, vincristina, colchicina e taxol. A utilização desses compostos objetiva, principalmente, impedir a formação do fuso acromático, ligando-se à tubulina (componente dos microtúbulos). Desta forma, a célula tem a sua divisão interrompida em metáfase o que fatalmente a levará à morte.

EXERCÍCIOS

(UNIRIO) A figura representa o ciclo celular e um diagrama da duração das diferentes etapas desse ciclo em determinadas células.
Questão de divisão celular da UniRio (Foto: UNIRIO)Questão de divisão celular da UniRio (Foto: UNIRIO)
Quanto tempo é necessário para que essas células dupliquem o seu DNA?
a) 2 horas e 30 minutos.
b) 3 horas.
c) 4 horas.
d) 6 horas e 30 minutos.
e) 9 horas. 
Gabarito: A duplicação do material genético ocorre na fase S do ciclo celular. Nesse momento, cada cromossomo encontra-se duplicado com duas moléculas de DNA idênticas, ou seja, com cromátides-irmãs. De acordo com o diagrama de duração das horas, a fase S tem início às 2h e 30min e término às 6h e 30min, num total de 4h completas. Letra C.
(Makenzie) A figura a seguir representa _______________, que ocorre na _______________ e tem como consequência _______________.
Questão de biologia da Makenzie (Foto: Makenzie)Questão de biologia da Makenzie (Foto: Makenzie)
A alternativa que preenche correta e respectivamente os espaços anteriores é:
a) o crossing-over; metáfase da mitose; a variabilidade genética.
b) o pareamento de cromátides-irmãs; anáfase I da meiose; a troca de genes alelos.
c) o crossing-over; prófase I da meiose; a variabilidade genética.
d) a segregação de cromossomos homólogos; anáfase I da meiose; a formação de células haploides.
e) o pareamento de cromossomos homólogos; metáfase da mitose; a formação de gametas.
Gabarito: A figura mostra uma tétrade, onde dois cromossomos homólogos encontram-se em processo de permuta de material genético, fenômeno evidenciado pelo quiasma aparente. Tal fenômeno ocorre na fase de paquíteno da prófase I e resulta em geração de quatro cromátides geneticamente diferentes umas das outras. Letra C.

Citoplasma e organelas

ESTRUTURA CELULAR

O citoplasma, localizado entre a membrana celular e o núcleo, é o espaço intra-celular em que as organelas - como complexo de golgi, mitocôndria e ribossomo - estão dispostas. Apesar de possuírem uma alta diversidade, todas as células compartilham ao menos três características: apresentam membrana plasmática, citoplasma e material genético (DNA). As células se diferenciam em eucariótica (ou eucariontes) e procariótica (ou procariontes), sendo que a primeira tem núcleo e organelas, enquanto a segunda não possui núcleo organizado e o material genético não é delimitado por uma membrana.
O citoplasma das células procariontes é constituído por um líquido viscoso composto principalmente por água. Encontramos também grande quantidade de ribossomos, que são diferentes das células eucariontes. Graças a essas diferenças, alguns antibióticos conseguem matar as bactérias, que são procarióticas, e praticamente não afetam as células humanas, eucarióticas. No citoplasma das células eucariontes encontramos estruturas mergulhadas no citosol denominadas organelas e um conjunto de filamentos proteicos que constituem o citoesqueleto. Segue abaixo a lista com a definição de algumas organelas. 
Esquema de uma célula eucariótica (Foto: Wikicommons )Esquema de uma célula eucariótica (Foto: Wikicommons )
Citoesqueleto: Possuem filamentos proteicos, como microtúbulos, responsáveis por manterem a forma da célula, resistindo à compressão. Os microfilamentos mantêm a forma da célula, resistindo à tensão. Os filamentos intermediários são responsáveis pela ancoragem do núcleo e outras organelas. 
Ribossomos: são formados a partir do RNA ribossômico, realizam a síntese de proteínas. Encontramos ribossomos ligados (aderidos a paredes do retículo endoplasmático rugoso) e ribossomos livres. Nos ribossomos livres ocorre a produção das proteínas que atuam no citosol. 
Retículo endoplasmático rugoso (RER): como apresentam ribossomos aderidos à sua membrana externa, este retículo também possui a função de síntese proteica, porém a maior parte das proteínas será secretada. Dentro do RER, na maioria dos casos, ocorre a ligação do carboidrato com as proteínas produzidas pelo ribossomo, formando glicoproteínas. 
Retículo endoplasmático liso (REL): entre as diversas funções do REL, destacamos a síntese de lipídeos como óleos, fosfolipídeos e esteroides. Entre as secreções esteroides, podemos destacar os hormônios sexuais (estrogênio e testosterona); Em relação à desintoxicação, as enzimas do REL auxiliam este processo tornando algumas drogas mais solúveis facilitando assim seu processo de eliminação. O REL atua também no armazenamento de íons cálcio nas células musculares. 
Complexo de Golgi: a maioria das vesículas produzidas no RER e no REL é enviada para o complexo de Golgi onde sofrerão modificações e serão enviadas para os seus destinos (permanecem na célula ou são exocitados). Observamos que células secretoras possuem o complexo de Golgi mais desenvolvido que células não secretoras. 
Lisossomo: são sacos membranosos que possuem enzimas hidrolíticas. As enzimas hidrolíticas são sintetizadas pelo RER e enviadas para o complexo de Golgi. As células animais utilizam o lisossomo para digerir macromoléculas, entretanto a produção excessiva de lisossomos pode destruir uma célula por autodigestão. 
Mitocôndrias: são organelas responsáveis pela produção de energia (ATP) a partir de processos metabólicos. As mitocôndrias são encontradas em quase todas as células eucariotas incluindo as plantas, animais, fungos e a maioria dos protistas. Assim como os cloroplastos possuem material genético próprio. 
Cloroplastos: estão presentes em células de plantas e em alguns organismos fotossintetizantes. São organelas responsáveis pela produção fotossintética dos carboidratos. Possuem um pigmento verde denominado clorofila. 
Peroxissomos: possuem enzimas que transferem hidrogênio para o oxigênio formando o peróxido de hidrogênio como subproduto que posteriormente será transformado em água. Essa transferência de hidrogênio tem como principal objetivo quebrar ácidos em moléculas menores entrando assim nas mitocôndrias onde produzirão parte da energia necessária à célula. Os peroxissomos encontrados no fígado são os principais responsáveis pela desintoxicação do álcool.
Confira questões do Enem sobre citoplasma e organelasEnem 2013 - questão 62
Enem 2013 - questão 73
Enem 2013 - questão 88

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

(Fuvest) O retículo endoplasmático e o complexo de Golgi são organelas celulares cujas funções estão relacionadas. O complexo de Golgi  
a) recebe proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático.  
b) envia proteínas nele sintetizadas para o retículo endoplasmático.  
c) recebe polissacarídeos sintetizados no retículo endoplasmático.  
d) envia polissacarídeos nele sintetizados para o retículo endoplasmático.  
e) recebe monossacarídeos sintetizados no retículo endoplasmático e para ele envia polissacarídeos.    
Gabarito: O complexo de Golgi recebe e processa proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso. A maioria dessas proteínas formadas no RER pelos ribossomos aderidos a sua membrana externa são incorporadas por carboidratos dentro do retículo formando glicoproteínas. Letra A. 
(Unesp) No esquema estão representadas etapas, numeradas de 1 a 3, de um importante processo que ocorre no interior das células, e algumas organelas envolvidas direta ou indiretamente com esse processo.
Organelas no interior da célula (Foto: Unesp)Organelas no interior da célula (Foto: Unesp)
As etapas que correspondem a 1, 2 e 3, respectivamente, e algumas organelas representadas no esquema, estão corretamente listadas em:  
a) absorção de aminoácidos, síntese proteica e exportação de proteínas; retículo endoplasmático, lisossomo e mitocôndria.  
b) fagocitose de macromoléculas, digestão celular e ingestão de resíduos; retículo endoplasmático, complexo de Golgi e lisossomo.   
c) fagocitose de sais minerais, fotossíntese e exportação de compostos orgânicos; cloroplastos e vacúolos.  
d) absorção de oxigênio, respiração celular e eliminação de dióxido de carbono; mitocôndrias e vacúolos.  
e) fagocitose de macromoléculas, digestão celular e exportação de proteínas; mitocôndrias e lisossomos. 
Gabarito: O esquema acima representa a fagocitose de uma macromolécula. O retículo endoplasmático rugoso forma uma vesícula cheia de enzimas hidrolíticas que são processadas no complexo de Golgi formando o lisossomo primário. Ao ser incorporado na vesícula que contém a macromolécula, este formará o lisossomo secundário ou fagossomo e os restos metabólicos, não aproveitados pela célula, serão exocitados. Letra B.